Após seis meses de intensas investigações, a Polícia Federal (PF) revela os desdobramentos da Operação Compliance Zero, que expõe uma fraude bilionária contra o Sistema Financeiro Nacional. A ação, iniciada em 18 de novembro, revela uma teia de corrupção envolvendo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, políticos, criminosos e servidores públicos de alto escalão.
Fraude de proporções gigantescas
As seis fases da operação trouxeram à tona a possível maior fraude já registrada no Brasil, com potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares contra o sistema financeiro. A investigação, desencadeada a partir de denúncia do Ministério Público Federal (MPF), resultou na prisão de diversas autoridades e figuras influentes do mercado financeiro.
O Banco Central (BC) e a própria PF estão entre os órgãos afetados pelas revelações, que incluem a fabricação de carteiras de crédito sem lastro financeiro e a venda desses títulos a outras instituições financeiras. A investigação apontou ainda para a lavagem de dinheiro e a complexa rede de conexões ilícitas estabelecidas por Vorcaro.
Impacto nacional e internacional
As ramificações da fraude alcançaram não apenas diversas regiões do Brasil, como Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal, mas também chamaram a atenção internacional. Com investidores dos Emirados Árabes Unidos envolvidos na tentativa de aquisição do Banco Master, a operação despertou interesse global.
Até o momento, mais de R$27 bilhões em bens foram bloqueados e cerca de R$49,5 bilhões foram destinados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para compensar clientes afetados pelo esquema no Grupo Master, Will Bank e Banco Pleno.
Desdobramentos recentes
Na terceira fase da operação, Vorcaro foi novamente detido após breve período em liberdade. O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu mandados de busca e apreensão, visando desmantelar a lavagem de dinheiro e identificar outros envolvidos no esquema fraudulento.



