A jovem de 26 anos, formada em Recursos Humanos (RH) e cursando Serviço Social, Mayara Samora, enfrenta o desemprego e acredita sofrer preconceito devido à falta de informação da sociedade.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam a desigualdade enfrentada por mulheres com deficiência em Campinas (SP) tanto na educação quanto no mercado de trabalho.
O desafio da educação
Segundo o IBGE, em Campinas, metade das mulheres com deficiência, representando 17.454 pessoas, não concluíram o ensino fundamental ou não têm instrução, evidenciando barreiras educacionais significativas.
Para Mayara, mesmo com formação superior, a falta de oportunidades persiste, sendo demitida do último emprego devido, segundo ela, à falta de inclusão e paciência. A jovem destaca a importância da informação para combater o preconceito.
Desafios no mercado de trabalho
A falta de estrutura nas escolas e o capacitismo são apontados como obstáculos pela especialista Karina Maldonado. O IBGE aponta que mulheres com deficiência em Campinas enfrentam dificuldades para progredir profissionalmente, refletindo em altos índices de desemprego.
Gisele Pacheco, pedagoga e fundadora do Movimento Brasileiro de Mulheres Cegas e de Baixa Visão, destaca que o percentual de mulheres com deficiência sem instrução é alarmante, evidenciando a vulnerabilidade dessas mulheres e a necessidade de enfrentar o capacitismo e o machismo.
Tabus e desafios sociais
Glaucia Marcondes, coordenadora do Nepo da Unicamp, ressalta que o tabu da domesticidade feminina contribui para a vulnerabilidade das mulheres com deficiência. A sociedade precisa superar estigmas e oferecer oportunidades igualitárias para todas as mulheres, independentemente de sua condição.
Fonte: https://g1.globo.com



