Uma decisão favorável do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) impede que Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, retorne ao Rio de Janeiro. Atualmente acautelado na Penitenciária Federal em Brasília, por determinação da 3ª Vara Federal Criminal, Adilsinho teve seu pedido de transferência negado.
O Gaeco destacou a liderança de Adilsinho em uma organização criminosa envolvida em crimes violentos, como homicídios relacionados ao comércio ilegal de cigarros do Paraguai e atividades ligadas ao jogo do bicho, com conexões com órgãos de segurança estaduais.
A decisão da 1ª Vara Criminal da Capital ressaltou a necessidade de manter Adilsinho em presídio federal para evitar interferências em investigações e na coleta de provas, considerando a gravidade dos crimes atribuídos ao contraventor.
Prisão e Operação Policial
Adilsinho foi preso em sua residência de praia em Cabo Frio, na Região dos Lagos, em uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A ação, realizada com base em intensa investigação e monitoramento, contou com o apoio do Serviço Aeropolicial para garantir a eficácia da prisão.
Segundo a PF, a detenção de Adilsinho faz parte de um esforço para desmantelar uma organização criminosa armada e de atuação internacional, especializada no contrabando de cigarros e no domínio territorial através da violência e do medo impostos.
A permanência de Adilsinho em Brasília, longe de sua base de operações no Rio de Janeiro, visa manter a ordem e a segurança durante as investigações em andamento, impedindo qualquer tentativa de obstrução da justiça por parte do contraventor.



