A Cidade do México, uma das maiores metrópoles do mundo com mais de 20 milhões de habitantes, está passando por um sério problema de afundamento. Segundo dados de agências espaciais dos Estados Unidos e da Índia, a capital mexicana está afundando a uma velocidade alarmante de até 2 cm por mês.
Construída sobre um grande aquífero, o bombeamento excessivo de água subterrânea e o peso das construções têm contribuído para o afundamento acelerado de algumas regiões da cidade. Esse fenômeno, documentado pela primeira vez há mais de um século, já causou sérios danos à infraestrutura, incluindo o metrô, um dos principais sistemas de transporte da região.
Impactos e Monumentos Ameaçados
As áreas mais afetadas pelo afundamento estão localizadas próximas ao Aeroporto Internacional Benito Juárez, que já foi o mais movimentado da América Latina. Monumentos importantes, como o Anjo da Independência, precisaram de ajustes estruturais para compensar o terreno em constante afundamento. O monumento de 36 metros de altura ganhou 14 degraus extras na base para lidar com a situação.
Problema Comum e Alerta para Sinais de Afundamento
O governo mexicano alerta que o afundamento é um problema comum em cidades construídas sobre antigos leitos de lagos. Os sinais visíveis desse fenômeno incluem rachaduras no solo e nas estruturas das residências, dificuldade no fechamento de portas e janelas, além de frequentes problemas em canos de água e esgoto, resultando em vazamentos e formação de crateras.
O México, historicamente propenso a grandes terremotos, enfrenta mais um desafio com o afundamento acelerado da Cidade do México. A última tragédia foi um terremoto de magnitude 6.3, que atingiu o sul do país no início deste ano, sem causar vítimas fatais.



