O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para a Polícia Civil do Distrito Federal colher o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre uma arma de fogo registrada em seu nome, apreendida recentemente. A pistola em questão, uma Glock calibre 9 mm, foi encontrada durante uma blitz da Polícia Militar dentro do veículo de Estácio Leite da Silva Filho, militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) cedido à Casa Civil para atuar na escolta de Bolsonaro.

De acordo com a defesa, a arma estava sendo levada para reparos e seria devolvida ao ex-presidente após o conserto. Mesmo com o registro regular da pistola, ela foi recolhida por falta do certificado necessário que deveria acompanhar a arma no veículo. O militar foi ouvido pela Polícia Civil e liberado.

Inicialmente, o pedido da corporação era para que o depoimento de Bolsonaro fosse realizado por videoconferência na próxima quarta-feira (24). No entanto, o ministro Moraes determinou que o depoimento seja presencial, marcado para terça-feira (23), no condomínio onde o ex-presidente está em prisão domiciliar humanitária, devido a restrições legais quanto ao uso de comunicações eletrônicas pelo condenado.

Contexto e desdobramentos

Bolsonaro atualmente cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão por sua participação em ações ligadas à trama golpista. Desde março, ele está em prisão domiciliar, concedida por Moraes para tratamento de uma broncopneumonia.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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