O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) expressou preocupação diante dos resultados da Operação Contenção, desencadeada pelas polícias Civil e Militar no Complexo do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A operação, que mobilizou 2,5 mil policiais, resultou em 119 mortes, sendo 115 civis e quatro policiais, segundo o último balanço divulgado.

Em uma nota oficial, o ministério enfatizou que o combate ao crime organizado deve ser pautado por inteligência, planejamento estratégico e, acima de tudo, pela proteção da vida. A pasta defendeu que a segurança pública tem o dever de amparar todos os cidadãos, priorizando aqueles em situação de maior vulnerabilidade. “O Estado deve agir com firmeza e responsabilidade, sempre orientado pelos direitos humanos e pela Constituição”, ressaltou o MDHC.

A Operação Contenção já é considerada a mais letal da história, ultrapassando o número de violações registradas no Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, em São Paulo. O governo do estado classificou a operação como “um sucesso”, argumentando que as pessoas mortas reagiram violentamente à ação policial. Durante a operação, foram efetuadas 113 prisões.

Ativistas que acompanharam a remoção de mais de 60 corpos em uma área de mata no Complexo da Penha classificaram a ação policial como um “massacre”. A repercussão da Operação Contenção levanta questionamentos sobre as estratégias de segurança pública e a necessidade de um olhar mais atento aos direitos humanos e à preservação da vida nas operações policiais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!