O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou nesta quarta-feira (24) em São Paulo a nova Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua. O objetivo é expandir o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) com mais equipes e unidades móveis dedicadas a cuidar dessa parcela da população.

A medida busca garantir acesso e cuidado integral em todos os ciclos de vida, além de combater a aporofobia, o racismo e a LGBTQIA+fobia nas unidades de saúde. O lançamento ocorreu na Casa de Oração do Povo da Rua, na região da Luz, em São Paulo.

Ampliação do atendimento e investimento

Com um investimento de R$ 144 milhões, a nova política prevê repassar 400 Unidades Móveis de Rua (UMR) aos municípios e ao Distrito Federal até 2027. Essas unidades adaptadas realizarão exames, consultas e testes rápidos, além de promover atividades de educação em saúde.

Outra novidade é a capacitação dos profissionais de saúde pelo Ministério da Saúde, visando um atendimento qualificado e humanizado. Além disso, a política estabelece regras de acolhimento obrigatório à população em situação de rua, sem exigir cartão do SUS para o atendimento.

Impacto na vida das pessoas em situação de rua

O padre Júlio Lancellotti destacou a importância do atendimento móvel, levando cuidados até onde as pessoas estão. A mudança trazida pela nova política é celebrada por Daiane Cristina Rodrigues, que viveu nas ruas e hoje vê uma melhora significativa no acesso à saúde.

A iniciativa conta com sete eixos de atuação, incluindo atenção integral, enfrentamento às discriminações, gestão participativa e articulação com outros setores. A proposta é promover segurança alimentar, nutrição adequada e combater as desigualdades de forma integrada.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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