O médico Augusto Fortunato de Godoi, indiciado pela morte de Bernardo de Lima Mendes, de 3 anos, após ser picado por um escorpião em Conchal (SP), admitiu em depoimento à Polícia Civil que não sabia da existência de um protocolo de atendimento para acidentes com escorpiões em crianças com menos de 10 anos.
Segundo informações do inquérito da Polícia Civil, Augusto foi indiciado por homicídio culposo devido ao não cumprimento dos protocolos de atendimento para a criança. O delegado responsável pelo caso afirmou que os procedimentos adequados não foram seguidos.
Durante o interrogatório, realizado online, o médico afirmou que, mesmo sendo especializado em psiquiatria, não tinha conhecimento do protocolo para casos de picada de escorpião. Ele alegou que trabalha em cinco hospitais e em nenhum deles foi instruído sobre esse procedimento específico.
Falta de conhecimento do protocolo
Questionado sobre o contato com outros hospitais, Augusto afirmou que não acionou a Santa Casa de Araras diretamente e que a solicitação de transferência deveria ser feita através da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross).
O médico ainda admitiu que, se o quadro clínico de Bernardo não tivesse se agravado, a criança permaneceria em observação por até 24 horas no hospital. No entanto, o delegado destacou que a falta de busca pelo conhecimento do protocolo foi um fator decisivo para o desfecho trágico.
A defesa de Augusto reiterou sua inocência, enquanto a investigação aponta para a negligência no atendimento, levando à morte da vítima. O caso segue em andamento e novas informações sobre o desdobramento estão sendo aguardadas.
Fonte: https://g1.globo.com



