A Justiça de Franca (SP) decidiu revogar as prisões preventivas de cinco acusados de integrar uma quadrilha especializada em falsificação de agrotóxicos na região. Os presos, Paulo Henrique da Silva, Murilo Henrique de Andrade Silva, Kennyd Ferreira Alves, Kennji Ferreira Alves e Válber Reis Souza, estavam detidos desde dezembro de 2025, em decorrência da Operação Pesticida, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.
A decisão foi tomada pelo juiz Ewerton Meirelis Gonçalves, da 2ª Vara de Franca, que acolheu os argumentos das defesas em relação à demora na apresentação dos laudos periciais necessários para comprovar a ilegalidade dos agrotóxicos apreendidos. O magistrado ressaltou que a prisão preventiva deve ser uma medida excepcional, visando resguardar o processo, e não antecipar punições.
Como substituição à prisão, os réus terão que cumprir medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo, proibição de sair do país, de contatar os demais corréus, de exercer atividades com agrotóxicos e de frequentar locais investigados. Além disso, Paulo Henrique da Silva e Kennyd Ferreira Alves, apontados como líderes do esquema, terão que usar tornozeleira eletrônica e cumprir recolhimento domiciliar noturno. Veja também: Como Montar Kit de Primeiros Socorros para Pet: Guia Completo.
Segundo Gonçalves, a demora na produção de provas prejudicou o andamento da ação penal, uma vez que a audiência de instrução e o julgamento ainda não foram realizados. As defesas dos acusados comemoraram a revogação das prisões, destacando que a falta de laudos que comprovassem os crimes tornava as detenções ilegais.
Até o momento, a defesa dos outros dois réus não havia se manifestado. A revogação das prisões dos acusados de integrar a quadrilha de falsificação de agrotóxicos em Franca, SP, representa um desdobramento importante no caso, ressaltando a importância da produção de provas e do respeito ao devido processo legal.
Fonte: https://g1.globo.com



