Nesta quarta-feira (23), a Justiça está ouvindo novos depoimentos relacionados à morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que foi lançada sem cordas durante um salto de rope jump entre Limeira e Cordeirópolis. Este é o segundo dia de audiência de instrução do processo, seguindo a primeira parte realizada na última quinta-feira (17), na qual quatro testemunhas prestaram depoimento.

Os réus envolvidos no caso, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves, que são os instrutores diretamente ligados ao salto da vítima e a organizadora do evento, estão presos preventivamente e respondem criminalmente por homicídio com dolo eventual qualificado. Evelyne também é acusada de fraude processual.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os responsáveis pelo salto tinham conhecimento dos riscos da atividade, mas falharam em adotar as precauções necessárias, como conferir a conexão da corda de segurança e realizar a dupla checagem dos equipamentos.

Detalhes da denúncia

A acusação aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem cumprir as exigências legais e priorizava interesses econômicos e a divulgação nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

O rope jump, modalidade na qual a vítima estava envolvida, utiliza cordas estáticas, ao contrário do bungee jump, que usa cordas elásticas. No caso da jovem Maria Eduarda, a queda de 40 metros resultou em uma tragédia que chocou a região.

Fonte: https://g1.globo.com

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