A Justiça de Pariquera-Açu, no interior de São Paulo, determinou a quebra do sigilo bancário e telefônico da professora Elisângela Barbosa de Almeida, de 43 anos, morta e enterrada no quintal de casa. Seu marido, Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, está preso desde abril, acusado do crime.

O caso chocante veio à tona quando um vizinho ouviu barulhos de escavação antes da descoberta do corpo da professora. Jacemir confessou ter agredido Elisângela durante uma discussão, alegando que ela teria falecido após a queda causada pela agressão.

A Justiça solicitou novas perícias ao Instituto de Criminalística, incluindo exames toxicológicos e anatomopatológicos. Além disso, o material referente ao período crucial do crime não foi adequadamente periciado, levando a uma nova análise dos dados do telefone da vítima.

Investigações aprofundadas e quebra de sigilos

A investigação revelou que Jacemir criou um perfil falso da esposa, simulando uma separação e um relacionamento extraconjugal. Diante disso, a Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário e telemático da vítima, visando esclarecer movimentações financeiras e possíveis fraudes.

O juiz responsável destacou a importância dessas medidas para elucidar a motivação por trás do crime e identificar possíveis irregularidades. A defesa de Jacemir preferiu não se manifestar até o momento, e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ainda não se pronunciou sobre os laudos.

O desfecho desse trágico episódio aguarda as novas perícias e a análise dos sigilos que podem trazer à tona informações cruciais sobre o caso que chocou a cidade de Pariquera-Açu.

Fonte: https://g1.globo.com

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