Um dos homens suspeitos de envolvimento no latrocínio que vitimou Beatriz Sorrilha Munhos, de 20 anos, possuía antecedentes criminais por roubo. A informação foi divulgada pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, durante um evento realizado em Itu. Derrite lamentou o caso, referindo-se a ele como um “retrabalho” para as forças policiais.
“Mais uma vez, um retrabalho, porque esse criminoso já foi preso por roubo”, declarou o secretário. “Nós já solicitamos o pedido de prisão. Esse indivíduo já é procurado pela Justiça e, assim que tivermos um resultado positivo, ou seja, a prisão desse criminoso, informaremos.”
Segundo investigações da Polícia Civil, o homem identificado como piloto da motocicleta utilizada no crime já teve sua prisão decretada pela Justiça e encontra-se foragido. Ele teria levado o outro criminoso, que efetuou o disparo fatal contra Beatriz, na garupa. A identificação foi possível através da análise de imagens de câmeras de segurança e pelo reconhecimento fotográfico realizado por uma das vítimas. A polícia confirmou que ele possui passagens por outros crimes, incluindo roubo. Até o momento, o indivíduo que estava na garupa da moto ainda não foi identificado.
O crime ocorreu no último sábado, em Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo. De acordo com o pai da vítima, Lucas Munhos, os criminosos planejaram uma emboscada com o objetivo de roubar um drone que ele e sua filha vendiam. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta abordaram Lucas e o namorado de Beatriz. A jovem, ao sair do carro e tentar se defender com spray de pimenta, foi atingida por um disparo na cabeça.
Beatriz chegou a ser socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Durante a ação criminosa, o pai da vítima também teve seu celular roubado. A polícia informou ter localizado uma motocicleta com características semelhantes à utilizada pelos criminosos.
Lucas Munhos relatou que havia negociado a venda do drone pela internet e que o suposto comprador demonstrou conhecimento técnico sobre o equipamento. “A pessoa que conversou com o meu genro usava termos técnicos, como se fosse realmente um operador de drone de RPA. Isso não me gerou nenhum tipo de desconfiança e a gente acabou indo pro local”, explicou em entrevista.
O velório e sepultamento de Beatriz foram realizados nesta segunda-feira, em Sorocaba, cidade onde ela residia.
Fonte: g1.globo.com



