A manhã desta quarta-feira (26) nasceu com ecos fortes para Itapevi e toda a Grande São Paulo. Edmilson dos Santos, o criminoso conhecido como “Baleado”, morreu em uma troca de tiros com a Polícia Militar durante a Operação Buffalo, realizada em Embu-Guaçu. A ação conjunta do Ministério Público e da PM tinha como objetivo prender integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) — e o nome de Edmilson voltou a reacender um passado que marcou profundamente o município de Itapevi.
Segundo informações divulgadas, Edmilson estava armado dentro de um carro quando reagiu à abordagem policial, sendo atingido. Com ele, foram apreendidos uma pistola de origem turca e um carregador.
Mas o que mais chama atenção em Itapevi é a lembrança de 2009 — ano em que “Baleado” protagonizou uma das ações criminosas mais ousadas já registradas no município. À época, ele planejou e executou o resgate cinematográfico da esposa, presa na cadeia pública de Itapevi por tráfico de drogas. Para isso, agiu com outros quatro criminosos disfarçados de policiais civis, usando coletes e até metralhadoras. O grupo rendeu os agentes verdadeiros, obrigou o carcereiro a abrir celas e conseguiu libertar a mulher de Edmilson. Na fuga, ainda levaram armas da corporação.
Essa ação, gravada na memória de muitos moradores e profissionais da segurança pública da região, marcou um período de grande tensão em Itapevi e consolidou Edmilson como um nome histórico dentro da facção criminosa.
O Ministério Público de Cotia aponta que Edmilson tinha ligações diretas com Patric Ueliton Salomão, o “Forjado”, uma das lideranças do PCC, hoje foragido e procurado intensamente.
Ao longo de sua trajetória criminal, “Baleado” acumulou uma extensa ficha: extorsão mediante sequestro, formação de quadrilha, receptação, resistência, roubo, sequestro e cárcere privado e tentativa de homicídio. A reportagem do G1 informou que não conseguiu contato com sua defesa nem com a defesa de sua esposa.
A morte de um criminoso com histórico tão diretamente ligado a Itapevi reacende o debate sobre segurança pública na região, lembrando que episódios do passado ainda ecoam no presente — e que o trabalho das forças de segurança permanece constante e necessário.
Fonte G1
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