O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, emitiu alertas em resposta a requerimentos de informações de deputados federais, sobre o risco de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil, após a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
Segundo o documento mais recente assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviado em 1º de julho em resposta ao deputado Evair Vieira de Melo, há a preocupação com a possibilidade de uso da força militar dos EUA em solo brasileiro.
O chanceler alertou que a classificação das facções como terroristas pelos EUA poderia resultar em impactos significativos na economia e soberania nacional, com medidas unilaterais e extraterritoriais podendo ser aplicadas contra cidadãos, empresas e organizações brasileiras.
Riscos e Implicações
Em maio, os EUA classificaram o PCC e o CV como organizações terroristas, resultando na sanção de pessoas e empresas brasileiras por supostos vínculos com o PCC. O ministro reforçou a preocupação com a possibilidade do uso da força militar dos EUA contra o Brasil e a falta de comunicação prévia sobre a designação das facções como terroristas.
Mauro Vieira ressaltou que a militarização da agenda regional de combate ao crime organizado pode aumentar os custos para empresas e o sistema financeiro nacional, além de prejudicar a cooperação policial entre os dois países.
Impactos na Soberania Nacional
O chanceler alertou para possíveis implicações financeiras, migratórias e penais para cidadãos brasileiros, além do impacto negativo na cooperação policial. A classificação das facções como terroristas pode introduzir confusões entre crime organizado e terrorismo, afetando a soberania do Brasil.



