A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã negou, nesta segunda-feira (4), a informação divulgada pelos Estados Unidos (EUA) de que navios comerciais, com bandeira estadunidense, tenham passado pelo Estreito de Ormuz com a ajuda de navios de guerra dos EUA. Segundo a declaração oficial, ‘Nenhum navio comercial ou petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas, e as alegações das autoridades americanas são infundadas e completamente falsas’.
Conflito de narrativas e impacto no mercado
Enquanto as tensões entre Irã e EUA aumentam com trocas de acusações, o preço do barril do petróleo Brent disparou 5% nesta segunda-feira, ultrapassando os US$ 114 dólares. A batalha verbal envolvendo a navegação no Estreito de Ormuz, por onde transita uma grande parcela do petróleo global, tem impactado diretamente nos mercados internacionais.
Ao anunciar um plano para restabelecer o comércio na região, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, fez ameaças ao Irã caso haja interferência na navegação. Enquanto isso, as autoridades iranianas reforçam a necessidade de uma negociação para resolver as questões em aberto, evitando conflitos no Estreito de Ormuz.
Alerta às embarcações e implicações militares
O major-general Ali Abdollahi, importante comandante iraniano, aconselhou navios comerciais e petroleiros a evitarem tentativas de passar pelo Estreito de Ormuz sem a devida coordenação com as Forças Armadas do Irã para garantir sua segurança. Relatos de ataques a navios comerciais e militares na região aumentam as tensões entre as potências envolvidas, com a Marinha do Irã afirmando ter impedido a passagem de navios estadunidense-israelenses enquanto os EUA negam ter sofrido impactos.



