A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Vicente está investigando com prioridade o assassinato de um casal LGBTQ+ que chocou a cidade. As vítimas, Ieda Simplício, de 62 anos, e Fabiana Nogueira, de 47 anos, foram encontradas sem vida no bairro Samaritá após nove dias desaparecidas.
A Polícia Civil, empenhada em esclarecer o crime, requisitou exames periciais e necroscópicos para auxiliar nas investigações. O caso, que tem indícios de ser motivado por ódio, com possível viés misógino e lesbofóbico, gerou comoção e revolta na comunidade LGBTQ+.
Cobranças por justiça e ação do Ministério Público
Diante da brutalidade do crime, a deputada federal Erika Hilton, do Psol, acionou o Ministério Público de São Paulo e destacou a urgência em identificar e punir os responsáveis. Ela ressaltou a importância de combater crimes de ódio e garantir que a justiça não seja seletiva.
Anielle Franco, fundadora do Instituto Marielle Franco, também se pronunciou sobre o caso, apontando a necessidade de investigar com seriedade o crime de lesbofobia. A Liga Brasileira de Lésbicas e Mulheres Bissexuais reforçou a importância de tratar o caso como feminicídio e lesbofobia, destacando a urgência em compreender as motivações da violência.
Além disso, a falta de repercussão do caso na mídia foi questionada por diversos usuários, que ressaltaram a necessidade de dar visibilidade a crimes motivados por ódio contra a comunidade LGBTQ+. A cobrança por justiça e ação efetiva das autoridades segue forte nas redes sociais e na sociedade em geral.



