O influenciador digital Samuel Sant’anna, conhecido como Gato Preto, foi recentemente tornou réu pela Justiça de São Paulo. A denúncia do Ministério Público o acusa de duas tentativas de homicídio por dolo eventual após um acidente de trânsito envolvendo o Porsche que ele dirigia na Avenida Brigadeiro Faria Lima, Zona Oeste da capital.

O laudo apontou que Gato Preto consumiu álcool, ecstasy e maconha antes do acidente, que ocorreu no ano passado. Em decorrência da decisão judicial, sua Carteira Nacional de Habilitação foi suspensa, e ele está proibido de dirigir qualquer veículo, respondendo ao processo em liberdade.

Além disso, a Justiça autorizou a venda antecipada do Porsche Carrera 911, avaliado em cerca de R$ 960 mil, para garantir a indenização às vítimas do acidente, pai e filho que estavam no Hyundai HB20 atingido pelo carro esportivo de luxo.

Influencer e omissão de socorro

Além das acusações de tentativa de homicídio, Gato Preto também responde por ameaça, omissão de socorro e infrações ao Código de Trânsito Brasileiro, como fugir do local do acidente e dirigir sob efeito de substâncias ilícitas.

A defesa do influenciador busca reverter a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal culposa. A audiência de instrução ainda não tem data marcada, mas o MP pediu uma indenização de R$ 100 mil por danos morais e materiais aos ocupantes do Hyundai atingido.

Acordos judiciais

O Ministério Público propôs acordos com Bia Miranda, então namorada de Gato Preto, e seu segurança particular. Bia Miranda pode pagar R$ 150 mil de indenização, enquanto o segurança concordou em pagar R$ 10 mil e cumprir medidas alternativas.

Caso não aceitem os acordos, Bia e o segurança poderão ser denunciados por omissão de socorro e fuga. Laudos apontaram que Gato Preto estava sob efeito de álcool e drogas no momento do acidente, que resultou em lesões graves nas vítimas.

Ação judicial e desdobramentos

O comportamento do influenciador indica que ele assumiu o risco de provocar mortes no acidente. Inicialmente tratado como lesão corporal, o caso foi alterado para tentativa de homicídio. A Justiça ainda decidirá se Gato Preto será absolvido ou levado a júri popular.

Fonte: https://g1.globo.com

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