O influenciador digital conhecido como Hagara do Pão de Queijo, ex-candidato a deputado federal, se tornou réu por usurpação de função pública e constrangimento ilegal em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A acusação é baseada em abordagens intimidadoras a flanelinhas perto do Estádio Santa Cruz durante um show de Ana Castela, em junho deste ano.
Segundo o Ministério Público, as ações, filmadas e divulgadas nas redes sociais do influenciador, resultaram em sua denúncia, assim como de outras quatro pessoas envolvidas. O juiz da 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto determinou a remoção dos vídeos das redes sociais em até 48 horas.
A denúncia e os desdobramentos do caso
De acordo com a denúncia, Hagara e seu grupo agiram como uma milícia privada, utilizando carros adesivados com emblemas de uma empresa de segurança e equipados com luzes azuis e vermelhas. O influenciador, vestindo um colete similar aos de policiais, teria coagido flanelinhas, obrigado a devolução de dinheiro e expulsado pessoas da rua.
O MP aponta que Hagara buscava engajamento nas redes sociais e tentava fortalecer sua imagem perante o eleitorado, resultando em uma acusação qualificada devido à obtenção de vantagem. Além disso, ele é apontado como líder do grupo, o que pode agravar a pena.
A defesa de Hagara alega que ele não cometeu atos ilícitos e que ainda não teve acesso integral ao processo. A nota afirma que o influenciador foi ao local em resposta a denúncias de constrangimento e ameaças por parte dos flanelinhas, sendo hostilizado por um dos envolvidos.
Posicionamentos e desdobramentos
Em depoimento à Polícia Civil, Hagara admitiu ter rasgado o colete de um dos flanelinhas, mas negou ter realizado revistas ou utilizado violência física. Ele afirmou que o encontro com os carros da empresa de segurança foi casual e que chamou a Polícia Militar ao local.
Fonte: https://g1.globo.com



