Itapevi teve um início de semana tumultuado, guardas municipais despreparados ameaçaram agredir passageiros e perueiros terça-feira, dia 15, na Rodovia Renê Benedito Silva, Vila Santa Rita, em uma das operações determinadas pela prefeita Ruth Banholzer para impedir a circulação do transporte alternativo no município.
É difícil acreditar, mas presenciamos outra vez em Itapevi a incompetência do Poder Público Municipal que mantém no efetivo da guarda pessoas despreparadas que colocam em risco a vida da população.
É de conhecimento de todos, e também é informado no site da prefeitura, que à GM cabe realizar ronda escolar, proteger o patrimônio público e auxiliar os munícipes, com rondas ostensivas a pé e motorizadas. Infelizmente, não foi isso que vimos nesta ação. A Guarda Municipal realizou uma operação de bloqueio e ainda ameaçou apreender veículos, cumprindo ordens da prefeitura.
Polícia Militar põe fim ao tumulto – Com a finalidade de manter a ordem, a Polícia Militar esteve na Rodovia Renê Benedito Silva, Vila Santa Rita, para acabar com o tumulto que havia se estabelecido com a operação da prefeitura que, por meio de seus guardas e fiscais municipais, tentou apreender um veículo de transporte alternativo que trafegava no local.
“Caso haja um tumulto, a PM (Polícia Militar) vai intervir. Estamos tentando mediar este conflito, chegar num bom senso entre ambas as partes para que a população de Itapevi não seja mais prejudicada”, afirmou sub- comandante do 20º Batalhão, Major Arnaldo Luiz do Carmo.
Falando sobre a atuação da Guarda Municipal de Itapevi que, segundo os passageiros da lotação abordada, agiram com total abuso de autoridade, fazendo bloqueio e dando ordem de prisão, o Major Carmo disse que a Guarda Municipal não tem essa competência. “Consta na Constituição Federal o que compete a cada órgão. Evidentemente, se a PM detectar essa atitude, que a GM esteja fazendo bloqueio e abordagem de maneira ilegal em lugar que não seja próprio municipal, vamos autuar”, citou.
Segundo o sub-comandante, qualquer pessoa que se sentir ameaçada ou prejudicada por uma atitude da Guarda Municipal, a Polícia Militar vai conduzir a Delegacia e apresentar à autoridade competente que vai decidir o que será feito. “Se houve uma extrapolação de função por parte da GM, a situação é a pessoa que se sentiu prejudicada entrar com uma ação para corrigir isso junto ao órgão competente”, explicou o Major.


