O governo central teve um mês de março desafiador, com um déficit primário recorde de R$ 73,783 bilhões, resultado do pagamento antecipado de precatórios, dívidas da União com sentenças judiciais definitivas. Os dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (29) refletem a pressão nas contas públicas, estabelecendo um marco como o pior resultado para o mês desde 1997.

Desafios nas Finanças Públicas

O déficit representa uma deterioração significativa em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve superávit de R$ 1,527 bilhão. A mudança no calendário de pagamento dos precatórios, concentrados em março de 2026, é apontada como o principal fator para essa disparidade em relação aos anos anteriores.

O déficit primário ocorre quando as receitas não são suficientes para cobrir as despesas do governo, excluindo os juros da dívida pública. As despesas totais aumentaram consideravelmente, especialmente devido aos gastos com decisões judiciais e precatórios, impactando outras áreas do orçamento.

Cenário Atual e Perspectivas

Apesar do desafio fiscal, a arrecadação apresentou crescimento, impulsionada pela economia e medidas tributárias recentes. No entanto, o aumento nas receitas não foi suficiente para equilibrar o incremento nas despesas, resultando em um déficit acumulado no primeiro trimestre de R$ 17,085 bilhões, revertendo o superávit observado no mesmo período de 2025.

Os investimentos federais cresceram expressivamente em março, indicando uma execução orçamentária mais robusta. A meta fiscal para 2026 prevê um superávit de 0,25% do PIB, mas com as regras atuais, a previsão é de um déficit efetivo de R$ 59,8 bilhões no ano.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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