O governo federal estuda uma estratégia para identificar proativamente aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos em seus benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que, por alguma razão, ainda não buscaram o ressarcimento. A iniciativa foi mencionada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
O ministro detalhou que a busca ativa pode focar em comunidades específicas, como quilombolas e ribeirinhas, além de pessoas com mais de 80 anos, grupos que podem enfrentar dificuldades para acessar os serviços do INSS, seja presencialmente nas agências ou através do aplicativo Meu INSS.
Apesar da intenção de auxiliar esses beneficiários, Queiroz ressaltou que a busca ativa deve ser implementada mais para o final do prazo estabelecido para o pedido de ressarcimento. O motivo é evitar possíveis fraudes, como pessoas se passando por funcionários do INSS para aplicar golpes.
O governo federal prorrogou até 14 de fevereiro de 2026 o prazo para que aposentados e pensionistas solicitem a restituição de valores descontados indevidamente de seus benefícios do INSS. Anteriormente, o prazo terminaria em 14 de novembro.
Até o momento, aproximadamente 3,7 milhões de beneficiários já receberam o ressarcimento, totalizando R$ 2,5 bilhões. Estima-se que cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas tiveram descontos indevidos e têm o direito de solicitar a devolução dos valores. O governo busca garantir que um número ainda maior de pessoas receba o que lhe é devido, mas com cautela para evitar fraudes.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



