O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, solicitou a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no inquérito das fake news sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. A decisão do STF de manter o processo em sigilo limitou a divulgação de detalhes sobre o caso.
Romeu Zema, figura política de Minas Gerais, tem defendido publicamente o impeachment de ministros do Supremo. Recentemente, em suas redes sociais, compartilhou um vídeo com fantoches relacionado ao caso do Banco Master.
Após a notícia da solicitação de inclusão na investigação das fake news, Zema explicou que o vídeo era uma sátira, uma caricatura utilizando fantoches. Ele declarou que se os ministros sentiram-se identificados, era uma coincidência. Além disso, o ex-governador criticou o contrato milionário do escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes com o Banco Master e as negociações envolvendo o resort Tayayá, que teriam ligação com os irmãos do ministro Dias Toffolli.
Na semana anterior, Gilmar Mendes mencionou que Zema recorreu ao STF diversas vezes para adiar pagamentos de dívidas bilionárias de Minas Gerais com a União, reconhecendo a autoridade da Corte. No entanto, o ministro ressaltou que sempre que há decisões desfavoráveis aos interesses políticos do grupo de Zema, o STF é tratado como vilão, mesmo ao agir de acordo com a Constituição.
A inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news representa um novo capítulo na relação entre política e Justiça no Brasil, evidenciando a complexidade das interações entre poderes.



