A Polícia Militar de São Paulo oficializou a transferência para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio da soldado Gisele Alves Santana e fraude processual. O decreto, equivalente à aposentadoria na estrutura militar, foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, assinado pelo coronel Antonio Thomazelli Júnior, diretor de Inatividade e Pensão Militar. Rosa Neto está preso preventivamente desde 18 de março.
Decisão polêmica
Apesar de ter sido anunciada anteriormente em uma portaria, a oficialização da medida gerou polêmica devido à celeridade. O advogado da família de Gisele Alves afirmou que a aposentadoria do tenente-coronel não impedirá sua demissão pelo Conselho de Justificação, destacando que é injusto que ele continue recebendo valores da população após cometer um crime tão grave.
Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em fevereiro, e o caso foi inicialmente reportado como suicídio pelo tenente-coronel, porém laudos do IML apontaram marcas de agressão. A família da vítima sempre contestou a versão apresentada.
A PM esclareceu que a transferência para a reserva não impede a responsabilização penal ou disciplinar do oficial. A perda do posto e patente, bem como da remuneração, só poderão ocorrer após decisão definitiva do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.
A Corregedoria da PM concluiu o Inquérito Policial Militar e encaminhou o procedimento à Justiça, enquanto a Polícia Civil também finalizou o inquérito, que foi remetido ao Poder Judiciário. Além disso, foi instaurado um Conselho de Justificação que segue em fase de instrução, de forma independente do processo criminal.



