A diretora executiva Allyne Andrade assumiu a liderança do Fundo Brasil com a missão de repensar a luta pelos direitos humanos diante dos desafios que agravam a desigualdade social no país. Com origem na política de cotas da Uerj, Allyne é advogada, doutora e ativista antirracista.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Allyne destaca a necessidade de readequação das iniciativas filantrópicas em defesa dos direitos humanos em meio às crises globais. O Fundo Brasil, fundação independente, foi criado para financiar organizações da sociedade civil afetadas por violações de direitos.

Atuação em defesa dos povos tradicionais em contexto de crise climática

A crise climática impacta de forma desigual as populações mais vulneráveis, especialmente os povos tradicionais. O Fundo Brasil se destaca por direcionar recursos e apoio técnico para comunidades que sofrem os efeitos da crise, mas também as que preservam os territórios de forma mais eficaz no Brasil.

Os movimentos sociais desempenham um papel fundamental na demanda por recursos e o Fundo Brasil responde a essas necessidades através do programa Raízes, focado em justiça climática. Este programa direciona apoio financeiro para povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais.

Acesso aos recursos e aporte emergencial

O acesso aos recursos de filantropia se dá por meio de editais públicos, nos quais as organizações sociais podem se candidatar com projetos estruturantes. O programa Raízes também oferece aportes emergenciais para proteger lideranças em territórios ameaçados e reagir rapidamente a extremos climáticos.

Em seus 20 anos de atuação, o Fundo Brasil já destinou R$ 141 milhões a 2,5 mil iniciativas, com um aumento significativo de doações em 2025. Com mais de R$ 6 milhões em doações desde 2023, o programa Raízes demonstra o compromisso da fundação em apoiar projetos voltados aos povos tradicionais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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