O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou o pedido de Alexandre de Moraes para unir os casos dos dois ministros em uma única sessão extraordinária. A pauta da próxima semana será dedicada exclusivamente ao processo das mensagens de Daniel Vorcaro para Moraes.
Em despacho, Fachin marcou para o dia 23 de setembro a sessão que irá analisar o pedido de investigação contra André Mendonça. O ministro justificou que o procedimento ainda está em fase de instrução e não possui todos os elementos necessários para ser levado ao plenário neste momento.
Processos separados e argumentos divergentes
Moraes solicitou a análise conjunta alegando risco de decisões contraditórias. Fachin, por sua vez, considerou que os processos têm objetos distintos e estão em momentos processuais diferentes.
A Petição 16.662, com o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens de Vorcaro, foi liberada para julgamento por Mendonça, enquanto a Petição 16.704, que trata das acusações contra Mendonça, ainda aguarda manifestações. Veja também: Como a tecnologia muda a educação: Transformações e Impactos.
Caso de Moraes e acusações contra Mendonça
A sessão de terça-feira irá analisar mensagens de Daniel Vorcaro para Moraes, que se tornaram públicas após pedido de Mendonça. A crise interna no STF envolve acusações de Moraes sobre divulgação seletiva de documentos por Mendonça.
Já a Petição 16.704 levanta questionamentos sobre a atuação de Mendonça nas investigações, como usurpação da direção, condução irregular de delações e possível atuação seletiva.
Fachin destacou que algumas informações ainda não foram apresentadas e que levar o processo contra Mendonça ao plenário na terça-feira seria prematuro.
A disputa entre Moraes e Mendonça ocorre em meio a investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e possíveis ramificações políticas, incluindo o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.



