Durante a reunião de Cúpula do Brics em Nova Delhi, os líderes expressaram ‘profunda preocupação’ com as tensões no Oriente Médio, criticaram as tarifas unilaterais no comércio internacional e defenderam um papel mais ativo do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. O encontro, intitulado ‘Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade’, ocorreu neste sábado (12) e contou com a presença de representantes do Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, que juntos representam uma parcela significativa da economia global.

Preocupações no Oriente Médio

Uma das questões centrais abordadas durante a cúpula foi a situação no Oriente Médio, com os líderes manifestando apreensão com a escalada das tensões na região. O documento resultante do encontro, com 35 páginas e 140 parágrafos, instigou a contenção e a abstenção de ações que pudessem agravar a situação no Oriente Médio e Ásia Ocidental.

A reunião contou com a presença de figuras proeminentes da política internacional, incluindo Narendra Modi, Xi Jinping, Vladimir Putin, Cyril Ramaphosa e Masoud Pezeshkian, além de representantes dos Emirados Árabes Unidos e do Brasil, que discutiram a necessidade de reforma no Conselho de Segurança da ONU para torná-lo mais democrático e representativo. Veja também: Como a tecnologia muda a educação: Transformações e Impactos. Veja também: Culinária Sustentável: O Que É e Como Praticá-la no Dia a Dia.

Reforma da ONU e Comércio Internacional

Além das discussões sobre o Oriente Médio, a declaração resultante da cúpula também abordou a necessidade de reforma no Conselho de Segurança da ONU, com destaque para o apoio da China e Rússia às aspirações do Brasil e Índia por um papel mais significativo. Outro ponto crítico foi a crítica às barreiras no comércio internacional, especialmente as tarifas unilaterais que distorcem o comércio e desafiam as regras da OMC.

Os líderes do Brics também discutiram mecanismos de pagamento transfronteiriços em moedas locais e reforçaram o compromisso com a erradicação da pobreza como um desafio global primordial. A cúpula, que reuniu representantes de países-chave em um cenário geopolítico cada vez mais complexo, sinaliza a importância do diálogo e cooperação entre nações em busca de um desenvolvimento sustentável e equitativo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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