A Planearte, empresa renomada no ramo de móveis planejados em Ribeirão Preto (SP), está enfrentando sérios problemas que vão além das reclamações de clientes insatisfeitos. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Civil de Ribeirão Preto e Região (Siticoncirp), a fábrica demitiu funcionários e não honrou com o pagamento de verbas rescisórias.
Nelson Bonifácio Fernandes Pereira, advogado do sindicato, relata que os colaboradores demitidos não receberam pelos dias trabalhados, tampouco as devidas rescisões. A situação tem gerado indignação e incerteza entre os ex-funcionários, como uma mulher que não teve seu nome revelado e está preocupada com o recebimento da licença-maternidade.
Clientes também têm sido afetados pela crise da Planearte. Relatos indicam que a empresa não tem cumprido com os contratos, mesmo após o pagamento antecipado de projetos que chegam a valores acima de R$ 100 mil. Alguns consumidores afirmam que a fábrica encerrou suas atividades sem dar explicações, o que tem gerado revolta e prejuízos financeiros.
Problemas financeiros e descumprimento de acordos
De acordo com informações obtidas pelo sindicato, a Planearte vem enfrentando dificuldades financeiras desde o ano passado, resultando em atrasos nos pagamentos dos funcionários. O advogado Nelson Pereira relata que houve demissões sem o pagamento das verbas rescisórias e que a empresa alegava problemas devido a serviços prestados mas não pagos por clientes. Veja também: Dicas para Manter Gato Dentro de Casa com Saúde e Bem-Estar.
Após tentativas de negociação, um acordo foi firmado entre o sindicato e os proprietários da fábrica, porém, a Planearte não cumpriu integralmente com as obrigações acordadas. Apenas a primeira parcela foi quitada, deixando os trabalhadores desamparados e sem perspectivas de receber o que lhes é de direito.
Diante da situação, o sindicato pretende acionar órgãos competentes para garantir que os funcionários e ex-funcionários recebam seus direitos. A falta de posicionamento da empresa tem levado à orientação para ações individuais e à possibilidade de denúncia no Ministério Público do Trabalho e no Ministério do Trabalho.
Fonte: https://g1.globo.com



