Um escândalo abalou o Banco Central (BC) com a revelação de que o ex-chefe do Departamento de Supervisão, Belline Santana, teria recebido pagamentos mensais de R$ 500 mil em troca de repassar informações sigilosas para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, conforme apontado em um relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Mensagens entre o advogado e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, revelaram que ao menos um dos pagamentos chegou a R$ 760 mil. Além disso, Belline teria sido agraciado com benefícios como almoços, jantares e guias em Paris, todos custeados por Vorcaro, dono do antigo Banco Master, que foi liquidado pelo BC em novembro do ano passado.
Vantagens Indevidas e Outros Envolvidos
O relatório da PF também apontou vantagens indevidas destinadas a Paulo Sérgio Neves de Souza, gerente adjunto do departamento de Supervisão do BC, incluindo uma viagem à Disney e a aquisição suspeita de um imóvel rural. Ambos teriam vazado informações internas do BC relacionadas à Operação Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Master. Veja também: Como Fazer Bolo de Mandioca: Receita Prática e Deliciosa.
Os servidores atuavam como consultores de Vorcaro, alinhando estratégias, revisando documentos e participando de reuniões privadas. Mensagens trocadas entre os envolvidos foram reveladas, evidenciando a proximidade e colaboração entre eles.
Defesas e Novos Desdobramentos
Apesar das acusações, Santana e Souza negam ter vazado informações e afirmam que as despesas com viagens foram pagas com recursos próprios. A Agência Brasil busca posicionamento das defesas dos envolvidos para esclarecimentos adicionais.



