A redução de 0,25% ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Para as representações da indústria e dos trabalhadores, o corte nos juros é incapaz de reverter “o quadro de estagnação dos investimentos” e não atende “às necessidades urgentes do país e do povo brasileiro”.
CNI critica impacto nos setores produtivos e no consumo
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que a redução da Selic não contribui para aliviar a asfixia financeira das empresas e famílias. O presidente da CNI, Ricardo Alban, enfatizou que os juros elevados beneficiam o capital especulativo, prejudicando a produção e expansão da indústria. Alban ressaltou que a medida também não alivia o orçamento das famílias, empresas e do governo, mantendo-os estrangulados pelo serviço da dívida.
Impacto do acordo entre EUA e Irã
A CNI sugeriu que, com o fim do conflito entre Estados Unidos e Irã e a queda do preço do petróleo, o Banco Central poderia intensificar os cortes na taxa Selic na próxima reunião. Alban destacou que a redução da Selic poderia beneficiar a economia diante desse cenário mais favorável.
CUT critica falta de atendimento às demandas nacionais
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) considerou a redução da Selic como tímida e que não atende às necessidades urgentes do país e da população. A entidade criticou a política monetária do BC por ignorar os sinais positivos da economia brasileira e do cenário internacional, como a queda no preço do petróleo.
Desafios do modelo de autonomia do Banco Central
A CUT destacou que as altas taxas de juros drenam recursos públicos que poderiam ser destinados a áreas como saúde, educação e infraestrutura. A entidade defendeu um corte mais significativo na taxa de juros para promover o desenvolvimento nacional e a geração de empregos de qualidade.
CBIC elogia redução, mas pede continuidade
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considerou positiva a redução da Selic, porém ressaltou a importância de que o movimento seja mantido. A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, afirmou que os juros ainda representam desafios significativos para a atividade econômica e a retomada dos investimentos.



