Uma família egípcia está retida há 16 dias no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, aguardando uma solução para sua situação. Mais de 10 entidades que defendem os direitos de migrantes, refugiados e pessoas em mobilidade humana expressaram profunda preocupação com a situação. O jovem Abdallah Montaser chegou ao Brasil com a esposa grávida e dois filhos pequenos, buscando refúgio, mas não receberam resposta das autoridades brasileiras desde então.
Manifesto de entidades destaca gravidade da situação
O manifesto assinado por organizações como CEMIR, CDHIC, CJP/SP, Educação Sem Fronteiras e CEMI/Unicamp ressalta a extrema gravidade do caso. A gestante está em estágio avançado de gravidez, com possíveis complicações, e as crianças pequenas estão em situação de vulnerabilidade. A falta de solução imediata e de cuidados médicos adequados configura uma violação dos direitos humanos, especialmente no que diz respeito à saúde e dignidade.
Preocupação com atuação dos órgãos responsáveis
As entidades também expressaram preocupação com a falta de coordenação entre órgãos como Polícia Federal, Ministério da Justiça e Ministério das Relações Exteriores. O manifesto destaca que a situação exige uma resposta imediata, integrada e orientada por critérios humanitários, evitando medidas de repatriação sem considerar as condições humanitárias e a saúde dos envolvidos.
Exigência de ações imediatas
Diante da gravidade do caso, as entidades exigem atendimento médico adequado à gestante, condições dignas para a família e uma solução humanitária urgente. Além disso, solicitam o acompanhamento da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e a revisão de práticas administrativas no controle migratório que possam restringir direitos sem garantias de devido processo legal.
O G1 buscou a Polícia Federal para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Fonte: https://g1.globo.com



