Uma empresa de transporte público está no centro de uma investigação que envolve a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo. A força-tarefa realizou uma operação nesta quinta-feira (25) para cumprir mandados relacionados ao suposto uso da companhia de ônibus para lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). As ações ocorrem em São Paulo, na região metropolitana e em Extrema, Minas Gerais.
A operação, que inclui 103 mandados de busca e apreensão, resultou na detenção de três pessoas, incluindo um vereador da cidade de São Paulo e membros da facção criminosa.
Descobertas e medidas tomadas
Investigações revelaram a existência de um grupo interno na empresa que tomava decisões estratégicas e desviava recursos para o PCC. Além disso, foram identificadas irregularidades no aumento do capital social da companhia, que passou de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões sem justificativa plausível.
Diante das evidências, a Justiça determinou o afastamento da diretoria e autorizou a intervenção da prefeitura de São Paulo para garantir a continuidade dos serviços prestados pela empresa, que recebeu mais de R$ 300 milhões em repasses no último ano.
Além disso, foi decretado o sequestro de R$ 194 milhões em contas dos envolvidos, com a possibilidade desse valor chegar a R$ 30 bilhões. Também foram bloqueados 21 imóveis, 117 veículos e três embarcações ligados à investigação.



