O dólar fechou em queda e a bolsa brasileira encerrou em terreno negativo nesta quinta-feira (28), em um dia marcado pelo alívio das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo foco nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,032, com uma queda de R$ 0,029 (-0,57%). Iniciando em R$ 5,07, o dólar recuou após a abertura dos mercados americanos, chegando a atingir R$ 5,02 na mínima do dia por volta das 15h15.

Alívio geopolítico e dados econômicos impulsionam moedas emergentes

O dia foi marcado pelo alívio no câmbio, com a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, refletindo positivamente nas moedas emergentes. A possibilidade de ampliação do cessar-fogo e novas negociações sobre o programa nuclear iraniano contribuíram para a diminuição da busca por ativos seguros, como o dólar, beneficiando moedas como o real.

Além disso, a divulgação do índice PCE nos EUA, indicador-chave de inflação acompanhado pelo Federal Reserve, veio abaixo das expectativas do mercado, reforçando a percepção de uma inflação mais controlada na economia americana. Veja também: Melhores Acessórios para Carro Úteis e Práticos.

Ibovespa encerra em queda com pressão nas ações da Petrobras

Apesar das bolsas de Nova York atingirem recordes, o Ibovespa fechou o dia em baixa. A pressão nas ações da Petrobras, influenciadas pela volatilidade dos preços do petróleo, foi um dos principais fatores. Os papéis preferenciais da estatal recuaram 0,72% e as ações ordinárias caíram 1,16%, mesmo com o anúncio de reajuste da gasolina nas refinarias.

O mercado também acompanhou os indicadores de inflação e as perspectivas para a taxa Selic, mantendo dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Banco Central diante da percepção de inflação ainda elevada.

Petróleo oscila em meio a notícias do Oriente Médio

Os preços do petróleo tiveram um dia de forte volatilidade devido às notícias da região. O petróleo Brent fechou em alta de 0,49%, cotado a US$ 92,70 o barril, enquanto o WTI subiu 0,25%, alcançando US$ 88,90. A expectativa de um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz pressionou as cotações para baixo, mas as incertezas sobre o conflito mantiveram os investidores cautelosos, resultando em um fechamento com alta moderada nos contratos futuros.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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