O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou que a dívida total do país ultrapassou a marca dos US$ 40 trilhões pela primeira vez, causando preocupações sobre uma iminente crise fiscal. O cenário é impulsionado pelo crescimento dos custos dos programas de proteção social e pelos pagamentos de juros, que superam significativamente as receitas, afetadas pelos cortes de impostos.
Os dados mais recentes revelaram que a dívida pública em circulação atingiu US$ 40,047 trilhões, incluindo títulos do Tesouro detidos pelo público e dívida intragovernamental. Esse montante representa mais que o dobro do valor registrado quando o presidente Donald Trump assumiu o cargo, ultrapassando US$ 19,95 trilhões.
Endividamento durante a pandemia
Cerca de um terço desse aumento ocorreu nos últimos dois anos, com os governos de Trump e Biden buscando financiar as respostas à pandemia da Covid-19. As escolhas de política fiscal adotadas pelos presidentes contribuíram para o restante do crescimento, agravando desequilíbrios históricos entre receitas e gastos.
Alerta de crise iminente
Grupos de fiscalização orçamentária alertam há semanas sobre a possibilidade de uma crise de dívida em larga escala. Defendem que os parlamentares enfrentem o panorama fiscal insustentável, seja aumentando impostos, cortando gastos ou adotando ambas as medidas para evitar um colapso financeiro. Veja também: Desvendando os Maiores Mitos da Psicologia.
Maya MacGuineas, presidente do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, ressaltou que a dívida de US$ 40 trilhões impacta diretamente a economia e a população. Ela alertou que o aumento do endividamento pode promover inflação, prejudicar investimentos em outras áreas e tornar o país vulnerável a crises internas e externas.
Reações do mercado financeiro
Os investidores globais têm demonstrado cautela diante da situação, refletida nos altos rendimentos dos títulos do Tesouro. O secretário do Tesouro dos EUA anunciou medidas para conter esses rendimentos, buscando estabilizar o mercado e evitar maiores instabilidades.
Com gastos elevados durante a pandemia e déficits recordes, os desafios fiscais dos EUA se tornam cada vez mais evidentes. A dívida pública continua a crescer, ultrapassando limites históricos e gerando preocupações sobre a sustentabilidade das finanças do país.



