A recente cassação dos alvarás das casas de repouso na Lapa, região da Zona Oeste de São Paulo, tem gerado uma intensa disputa entre associações de moradores do bairro. A briga teve início em dezembro do ano passado, quando a gestão da subprefeitura local cassou os direitos de algumas dessas instituições, alegando que estavam em desacordo com a classificação da área como ‘estritamente residencial’ pela Lei de Zoneamento de 2016.
A polêmica dos alvarás
A maioria das casas de repouso na região são Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), operando como moradias coletivas e não como clínicas médicas. Mesmo assim, algumas entidades de moradores, lideradas por residentes da Rua Thomé de Souza, levantaram a bandeira da cassação, alegando transtornos e insegurança.
O embate entre associações
De um lado, a Associação de Amigos e Moradores pela Preservação do Alto da Lapa e Bela Aliança (Assampalba) defende a cassação dos alvarás, enquanto do outro, associações como Amo City Lapa e Associação Vila Leopoldina lutam pela permanência das casas de repouso na região, destacando a importância dessas instituições para os idosos atendidos.
O Residencial Lar Aconchego, uma das ILPIs afetadas pela cassação, está operando de forma irregular desde dezembro, após ter seu alvará cancelado sem direito de defesa. A proprietária do estabelecimento, Fabiana de Oliveira, destaca a falta de suporte da subprefeitura para regularização e afirma que irá recorrer à Justiça para garantir os direitos dos idosos assistidos.
Enquanto alguns moradores argumentam que a presença das casas de repouso gera incômodo e desvaloriza os imóveis da região, outros destacam a importância social e humanitária dessas instituições, lançando abaixo-assinados e manifestações em defesa da permanência desses locais na Lapa.
Fonte: https://g1.globo.com



