O diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Murad, saiu em defesa do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, nesta terça-feira (8), após o mesmo ser afastado de suas funções por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mendonça justificou o afastamento apontando supostas irregularidades em relatórios de inteligência da PF, divulgados recentemente pelo ministro Alexandre de Moraes.
Durante a abertura do Curso de Formação Profissional para agentes da PF em Brasília, Murad ocupou o lugar de Andrei Rodrigues, que havia sido escalado para o evento, mas cancelou sua participação após a decisão do STF.
Em seu discurso, Murad demonstrou confiança no diretor-geral, enfatizando a importância de resistir aos ataques e preservar as atribuições da instituição. Ele destacou a necessidade de manter a imparcialidade e a técnica nas investigações, afirmando que qualquer tentativa de descredibilizar o trabalho da PF deve ser rejeitada.
A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais considerou o afastamento do comando da PF uma medida grave e urgente, recomendando que a decisão seja analisada com celeridade pelo Plenário do Supremo.



