Em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, é também comemorado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, uma homenagem à líder quilombola que se destacou no século 18. Tereza de Benguela liderou o Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, resistindo à escravidão por duas décadas.
Legado de Tereza de Benguela e a Luta Atual pela Titulação de Terras
O legado de Tereza de Benguela é relembrado por Leonor Costa, jornalista e militante do Movimento Negro Unificado, destacando a importância da luta contra a opressão. Documentos históricos indicam que ela governava o quilombo de forma coletiva, em um sistema semelhante ao de um Parlamento. Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas, ressalta a importância da titulação de territórios quilombolas, especialmente neste 25 de julho.
Urgência na Titulação de Terras Quilombolas
Selma Dealdina Mbaye destaca a urgência na titulação de territórios quilombolas, enfatizando que a maioria dos habitantes dessas áreas são mulheres. Ela ressalta a necessidade de garantir a posse dessas terras, livres de exploração e violência, em um país com mais de 8 mil quilombos e mais de 1,3 milhão de pessoas.
O Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra foi instituído em 2014, juntando-se ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, marcando uma agenda de mobilização e resistência. No Brasil, o Julho das Pretas, iniciativa do Instituto da Mulher Negra de Salvador, promove diversas atividades em todo o país, incluindo a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que busca justiça para vítimas de violência.



