No primeiro trimestre de 2026, o Brasil comemora uma significativa redução de 21,7% no número de pessoas que buscam emprego há dois anos ou mais, em comparação com o mesmo período de 2025. Essa queda representa um total de 1,089 milhão de indivíduos, o menor índice já registrado desde 2012, quando teve início a série histórica da principal pesquisa sobre o mercado de trabalho no país.
Recuos expressivos e recordes históricos
Em 2025, o país contava com aproximadamente 1,4 milhões de pessoas buscando emprego por pelo menos 24 meses. O auge desse cenário ocorreu em 2021, durante o ano da pandemia de covid-19, com um total de 3,5 milhões de desempregados.
Os números positivos refletem-se em outras faixas temporais, como a de mais de um mês a menos de um ano e de mais de um ano a menos de dois anos, que também apresentaram quedas significativas.
Mercado de trabalho dinâmico e novas ocupações
O analista da pesquisa, William Kratochwill, destaca que os resultados favoráveis estão diretamente relacionados ao dinamismo do mercado de trabalho. “As pessoas estão gastando menos tempo para se realocar. O mercado está mais dinâmico”, afirma. Veja também: Como Aprender Programação do Zero Gratuitamente: Guia Completo.
A taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2026, divulgada pelo IBGE, atingiu o menor índice da série histórica, registrando 6,1%. No entanto, Kratochwill ressalta que a qualidade dos novos empregos criados pode não refletir necessariamente uma melhoria para os trabalhadores.
Além disso, a pesquisa revela um aumento significativo no número de pessoas que optam por trabalhar por conta própria, contribuindo para a redução do desemprego de longa duração.
Os dados analisados consideram todas as formas de ocupação, desde trabalhos com carteira assinada até ocupações temporárias e por conta própria. A persistência do mercado de trabalho em realizar contratações e manter empregos tem sido um fator crucial para a diminuição do desemprego prolongado.
