O julgamento da empresa Meta, responsável pelo Whatsapp, Facebook e Instagram, está em andamento na Califórnia, enfrentando acusações de viciar usuários jovens, alimentar ansiedade, depressão e até suicídio, além de enganar sobre a segurança de suas plataformas.
O ex-diretor de engenharia da Meta, Arturo Bejar, será a primeira testemunha a prestar depoimento nesta terça e quarta-feira (19), trazendo revelações cruciais que podem impactar significativamente o futuro do Instagram e do Facebook.
Segundo informações da agência Reuters, Bejar afirmou que a empresa ignorou estudos que alertavam sobre os danos que suas plataformas poderiam causar a crianças e adolescentes. Ele trabalhou na empresa entre 2009 e 2015, e posteriormente como consultor independente de 2019 a 2021.
Acusações e Demandas dos Estados
Os estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey lideram o processo contra a Meta, exigindo reformas significativas no Facebook e Instagram, como a eliminação de curtidas, a restrição da rolagem infinita, a definição de limites de tempo e a restrição de uso para menores de 13 anos.
Um total de 29 estados, independente de orientação política, acusam a Meta de violar leis federais ao coletar e utilizar indevidamente dados pessoais de crianças.
Caso as acusações sejam confirmadas, a Meta poderá enfrentar penalidades financeiras que variam de US$ 200 bilhões a US$ 1,4 trilhão, valores expressivos em comparação ao lucro líquido da empresa.
Posicionamento da Meta e Repercussões
Em resposta às acusações, a Meta classificou as alegações como ‘infundadas’ e as exigências financeiras como ‘desproporcionais’, alegando que os procuradores não apresentaram provas concretas de engano e que as dificuldades enfrentadas são comuns ao setor.
A empresa reforçou seu compromisso em proteger os adolescentes e continua alegando que as acusações não têm fundamentos sólidos. O julgamento contra a Meta, que promete ser longo e impactante, segue em curso na Califórnia.



