O julgamento dos policiais militares acusados de executar Antônio Vinícius Gritzbach foi marcado por intensos embates que resultaram no cancelamento do veredicto. O clima de tensão no Fórum Criminal de Guarulhos culminou no abandono dos advogados dos réus, após questionamentos sobre um encontro entre o promotor e um perito responsável pela coleta de provas.

Durante a sessão, um dos advogados provocou: ‘Quer combinar com a testemunha de novo? O senhor quer 5 minutinhos para falar com ele? Eu vou até no banheiro. Se o senhor quiser conversar de novo’. A reação do promotor gerou mais tensão: ‘Com matador de aluguel, o senhor conversa’. As acusações mútuas resultaram em um impasse que levou ao cancelamento do júri.

O ponto crucial de atrito ocorreu durante o depoimento do perito responsável pelos exames de DNA que ligam os réus ao crime. A defesa contestou a validade da perícia, alegando falhas na coleta e análise do material genético. Após o perito rebater as alegações, os advogados descobriram o encontro prévio entre ele e o promotor, o que gerou protestos e questionamentos sobre imparcialidade.

Especialistas explicaram que a legislação brasileira não proíbe conversas entre promotores/advogados e testemunhas antes do julgamento, desde que não haja influência. O episódio de confrontos resultou no cancelamento do júri, com o juiz marcando uma nova sessão para fevereiro de 2027.

Desdobramentos polêmicos

O desfecho conturbado do julgamento dos PMs acusados de envolvimento no assassinato de Gritzbach levantou questionamentos sobre a imparcialidade do processo. A anulação do júri evidenciou a tensão entre as partes e a necessidade de um novo capítulo nessa complexa trama jurídica.

Fonte: https://g1.globo.com

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