A Caixa Econômica Federal concluiu o pagamento da parcela de junho do Bolsa Família, beneficiando aqueles com Número de Inscrição Social (NIS) terminados em 0. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, porém, com a inclusão de um novo adicional, o valor médio do benefício alcançou R$ 677,66.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês, o programa de transferência de renda do Governo Federal beneficiou 19,34 milhões de famílias, com um gasto total de R$ 13,08 bilhões.
Benefícios adicionais e pagamentos unificados
Além do valor mínimo, o Bolsa Família oferece três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz destina seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses, garantindo a alimentação adequada. Há também um acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes, outro de R$ 50 para cada filho entre 7 e 18 anos, e um último de R$ 150 para crianças de até 6 anos.
Recentemente, beneficiários de 207 cidades de oito estados receberam o pagamento de forma unificada no dia 17, independentemente do NIS. Essa ação beneficiou moradores de municípios que enfrentam situações de seca, chuvas intensas, estiagens ou têm populações indígenas em vulnerabilidade.
Regras de proteção e mudanças recentes
Aproximadamente 2,26 milhões de famílias estiveram na regra de proteção em junho, com um benefício médio de R$ 369,27. Essa regra permite que famílias que conseguem emprego e aumentam a renda recebam 50% do benefício por até um ano, desde que a renda de cada membro não ultrapasse R$ 706. Neste mês, 140 mil novas famílias aumentaram a renda e entraram na regra de proteção.
Uma mudança significativa foi estabelecida em 2024, quando os beneficiários do Bolsa Família deixaram de ter o desconto do Seguro Defeso, conforme a Lei 14.601/2023, que revitalizou o Programa Bolsa Família.
Em 2025, houve uma redução no tempo de permanência na regra de proteção, passando de dois para um ano. No entanto, essa alteração afeta apenas as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. As famílias que se encaixaram na regra até maio de 2025 continuarão recebendo metade do benefício por dois anos.



