A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade manter a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, em uma votação realizada de forma virtual.

Costa foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance da Polícia Federal, que investiga fraudes no Banco Master e uma possível tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.

Prisão e acusações

Segundo as investigações, Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina, que seriam repassados por meio de imóveis.

A votação, que teve início na semana passada, chegou ao seu desfecho hoje com o placar de 4 votos a 0 a favor da manutenção da prisão de Costa. Ministros como André Mendonça, relator do caso, Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes foram unânimes na decisão.

No entanto, a situação de Daniel Monteiro, advogado também envolvido na operação, teve um placar de 3 a 1 pela manutenção da prisão, com Gilmar Mendes propondo a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico para Monteiro.

Toffoli e suspeição

O ministro Dias Toffoli, integrante da Segunda Turma, se declarou suspeito de participar do julgamento. Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master após menções a seu nome serem encontradas no celular de Vorcaro, sócio do resort Tayayá no Paraná, comprado por um fundo ligado ao Master e investigado pela PF.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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