A pobreza na Argentina voltou a aumentar, atingindo 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, o que representa 9,7 milhões de pessoas, um aumento em relação aos 28,2% registrados anteriormente.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Dados Estatísticos (Indec) nesta quinta-feira (24), revelando um cenário preocupante para o país.

Impacto Econômico e Social

O aumento da pobreza na Argentina vem acompanhado do fechamento de empresas, perda de empregos e queda na atividade econômica, que registrou uma retração de 2,9% em julho em relação ao mês anterior.

Além disso, o número de pessoas consideradas abaixo da linha da indigência também cresceu, passando de 6,3% para 7,5% no mesmo período, afetando 2,2 milhões de argentinos.

Desafios e Perspectivas

O Indec destaca que a renda familiar per capita teve um aumento de 11,5%, porém, as cestas básicas de alimentos e despesas totais aumentaram em uma proporção maior, evidenciando a dificuldade enfrentada pelas famílias.

É importante ressaltar que a maioria dos afetados pela pobreza são crianças e adolescentes, representando 44,5% do total de pessoas nesta situação.

Posicionamento do Governo

O ministro da Economia, Luis Caputo, minimizou o aumento da pobreza, destacando que, apesar do cenário desafiador, as taxas registraram uma queda significativa se comparadas ao primeiro semestre de 2024.

Caputo também abordou a queda na atividade econômica em julho, atribuindo-a a fatores transitórios que afetaram diversos setores, mantendo um olhar positivo para o crescimento acumulado de 1,7% nos sete primeiros meses do ano.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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