A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu que a soldado Yasmin Cursino Ferreira teve intenção de matar Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, durante uma abordagem em Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital. O relatório da investigação aponta indícios claros de homicídio doloso qualificado e afirma a ausência de elementos que configurem legítima defesa.
Yasmin disparou contra Thawanna, que estava desarmada, e permaneceu por cerca de meia hora no chão, à espera do Samu. As imagens das câmeras corporais dos policiais foram cruciais para a apuração, revelando detalhes impactantes.
A soldado Yasmin está afastada do cargo desde o incidente, e o relatório final da investigação foi encaminhado à Justiça Militar. A análise do Inquérito Policial Militar já apontava indícios de autoria e materialidade de homicídio, destacando a forma inadequada como a força foi utilizada.
Versões conflitantes e desdobramentos
Diferentes versões foram apresentadas durante os depoimentos. Enquanto a PM alegava legítima defesa, testemunhas relataram que a policial agrediu Thawanna antes do trágico desfecho. O relatório da investigação apontou ainda problemas na atuação dos policiais e desproporcionalidade no uso da força. Veja também: Como Fazer uma Procuração Sem Advogado: Guia Completo.
O caso envolvendo a morte de Thawanna Salmázio, mãe de cinco filhos e trabalhadora, gerou revolta e questionamentos por parte da família, que lamentou a perda irreparável e a falta de preparo dos agentes envolvidos. A demora no resgate e as contradições entre os depoimentos e as imagens das câmeras corporais evidenciam a gravidade da situação.
A investigação também apontou indícios de transgressão disciplinar contra outro policial, Weden Silva Soares, por descumprimento do procedimento de abordagem de pessoa a pé, mas sem indícios de crime militar ou comum contra ele.
Fonte: https://g1.globo.com



