Nesta terça-feira (15), o Tribunal de Justiça Militar está realizando o julgamento de um capitão e um cabo da Polícia Militar, acusados pela morte do sargento Rullian Ricardo da Silva. O crime ocorreu dentro de um quartel em São Paulo, no ano de 2023, após uma discussão relacionada à escala de trabalho.
Os acusados, capitão Francisco Laroca e cabo Fabiano Rizzo, foram denunciados por homicídio qualificado, surpresa e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual. A audiência está marcada para iniciar às 14h na 4ª Auditoria Militar, com o conselho especial de justiça composto por um tenente e três majores da Polícia Militar.
O sargento Rullian Ricardo da Silva, de 40 anos e natural de Franca (SP), estava há 17 anos na corporação. Ele foi baleado durante a discussão no alojamento, resultando em seu falecimento. Apesar de viver o sonho de residir em São Paulo, o sargento estava insatisfeito com a desorganização das escalas de trabalho, conforme relatado em áudios compartilhados com amigos.
Durante a discussão, o capitão Laroca comunicou a Rullian que ele deveria assumir o plantão do final de semana, alterando os planos do sargento de visitar a família em Franca. A versão oficial da Polícia Militar indicou que Rullian teria sacado uma arma, resultando nos disparos efetuados por Laroca e Rizzo, que culminaram na morte do sargento. Veja também: Dicas para Escolher o Melhor Carro para Trabalho.
Familiares de Rullian sempre contestaram a alegação de legítima defesa, questionando a versão oficial do ocorrido. Imagens da câmera acoplada à farda do policial que atendeu a ocorrência mostraram Laroca se justificando e o sargento baleado, deitado em uma cama do alojamento. A defesa da família da vítima destaca a falta de embasamento para a alegação de legítima defesa durante os três anos de investigação.
O desdobramento deste julgamento poderá trazer novos detalhes sobre o trágico episódio que resultou na morte do sargento Rullian Ricardo da Silva. Acompanhe as atualizações sobre este caso e outras notícias da região de Franca e Ribeirão Preto no portal do g1.
Fonte: https://g1.globo.com



