O debate entre Brasil e Estados Unidos sobre questões tarifárias pode estar prestes a se encerrar. Especialistas acreditam que os próximos 30 dias serão cruciais para a resolução dos impasses comerciais entre os dois países, após uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Luiz Carlos Prado, professor de Economia da UFRJ, destaca que a imprevisibilidade da política externa dos EUA torna difícil prever os resultados das negociações. No entanto, após o encontro entre os líderes, a expectativa é positiva, uma vez que as relações bilaterais são favoráveis aos Estados Unidos.

Segundo Prado, a pressão das comunidades empresariais nos dois países pode contribuir para um acordo benéfico. O professor considera que a criação de uma agenda de negociações representa um sucesso diplomático, reforçando o potencial de um desfecho positivo.

Cesar Bergo, professor de Economia da UnB, ressalta o superávit comercial dos EUA com o Brasil e a importância de manter essa parceria. Ele acredita que uma possível trégua nas discussões pode ser o primeiro passo para evitar retaliações e alcançar acordos vantajosos para ambas as partes.

As acusações de práticas comerciais injustas por parte dos EUA levaram a uma investigação que envolve produtos como metanol e açúcar. Bergo destaca que o Brasil terá que justificar suas tarifas nos próximos dias, visando evitar possíveis retaliações americanas.

Durante a reunião em Washington, Lula e Trump abordaram não só questões comerciais, mas também assuntos como vistos, terras raras, combate ao crime organizado e narcotráfico. A expectativa é de que as negociações avancem e contribuam para o fortalecimento das relações bilaterais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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