A seleção feminina de futebol do Brasil iniciou sua jornada em 2026 com uma vitória expressiva de 5 a 2 sobre a Costa Rica. O confronto, realizado nesta sexta-feira (27) no Estádio Alejandro Morera Soto, em Alajuela, marcou o primeiro compromisso do ano para a equipe canarinho, que demonstrou seu poder ofensivo e capacidade de superação. Apesar de abrir uma confortável vantagem de três gols, o time brasileiro enfrentou momentos de desatenção que permitiram a reação das donas da casa, mas soube se reorganizar para garantir um resultado positivo. O placar final reflete um embate de contrastes, com momentos de brilho tático e algumas lições a serem aprendidas pela Seleção feminina de futebol em seu caminho para os próximos desafios.
Goleada e sustos: A estreia da seleção feminina em 2026
Primeiro tempo de domínio e eficiência ofensiva
A equipe brasileira, sob o comando do técnico Arthur Elias, entrou em campo com uma formação bastante ofensiva, buscando impor seu ritmo desde os primeiros minutos. A estratégia de Elias, que optou por apenas uma meio-campista de ofício, a volante Duda Sampaio, e cinco atacantes – Kerolin, Bia Zaneratto, Taina Maranhão, Jaqueline e Jheniffer –, visava explorar a fragilidade defensiva da Costa Rica e criar inúmeras oportunidades de gol. Essa postura agressiva rendeu frutos rapidamente, com o Brasil demonstrando uma grande diferença técnica em relação às adversárias.
Aos dez minutos de jogo, o placar foi inaugurado em uma jogada bem construída. Duda Sampaio, com um passe preciso, lançou Kerolin nas costas da marcação costarriquenha. A atacante, que atua no Manchester City (Inglaterra), mostrou frieza e categoria ao finalizar por cobertura, superando a saída da goleira Daniela Solera e abrindo o marcador para o Brasil. Apenas três minutos depois, a vantagem brasileira foi ampliada: Taina Maranhão recebeu pela esquerda, invadiu a área com destreza e rolou para Jheniffer, que concluiu de primeira, assinalando o segundo gol canarinho.
O domínio brasileiro se manteve e o terceiro gol não demorou a sair. Aos 27 minutos, Taina Maranhão, em mais uma jogada pela esquerda, avançou com a bola, encarou a marcação e chutou rasteiro, no canto direito de Solera, marcando seu primeiro gol pela seleção principal e consolidando a superioridade brasileira na partida. A atacante do Palmeiras chegou a balançar as redes novamente aos 34 minutos, aproveitando um rebote de uma finalização de Bia Zaneratto, mas o lance foi anulado por impedimento.
A formação inicial também contou com a veterana Tamires na lateral esquerda, que retornava à equipe desde a conquista da prata olímpica em 2024, Fe Palermo na direita, Mariza e Thaís Ferreira na zaga, e a jovem Thaís Lima, de apenas 17 anos, fazendo sua estreia no gol. Nascida em Portugal, mas com pai brasileiro e mãe angolana, Thaís Lima escolheu defender o Brasil, mostrando a renovação e diversidade do elenco. Sete das jogadoras que iniciaram a partida atuam no Campeonato Brasileiro Feminino, evidenciando a força do futebol nacional. O Corinthians, atual hexacampeão, foi o clube com maior representatividade, cedendo Duda Sampaio, Jaqueline, Tamires e Thaís Ferreira, enquanto Palmeiras contribuiu com Bia Zaneratto, Taina Maranhão e Fe Palermo.
Segundo tempo: Da complacência à recuperação heroica
A facilidade com que as brasileiras controlaram o primeiro tempo deu lugar a um período de desatenção e complacência na segunda etapa. A intensidade na conclusão das jogadas diminuiu e o sistema defensivo, até então sólido, começou a apresentar falhas, permitindo que a Costa Rica reagisse. A equipe da casa, incentivada pelo apoio de sua torcida e percebendo a queda de ritmo do Brasil, aproveitou a oportunidade para descontar.
Aos seis minutos do segundo tempo, Priscila Chinchilla, atacante do Atlético de Madrid (Espanha), foi lançada em profundidade e se antecipou a Thaís Lima, tocando por cima da goleira antes de concluir para as redes vazias, marcando o primeiro gol da Costa Rica. O gol animou as anfitriãs, que viram a chance de diminuir ainda mais a desvantagem. Aos 21 minutos, em um novo erro defensivo do Brasil, Chinchilla pressionou a saída de bola na pequena área, desarmou Thaís Lima após a goleira receber um passe de Mariza, e marcou seu segundo gol na partida, levando o placar para 3 a 2. O desespero tomou conta do banco brasileiro, enquanto Lindsay Camila, técnica brasileira que comanda a Costa Rica desde outubro do ano passado, celebrava a reação de sua equipe.
Para alívio da seleção canarinho, a reação não demorou a vir. Aos 33 minutos, Taina Maranhão, uma das principais jogadoras do Brasil no confronto, demonstrou sua técnica ao enfrentar a marcação da zagueira Emily Flores, que cometeu pênalti. A atacante Adriana, que havia entrado na etapa final substituindo Bia Zaneratto, assumiu a responsabilidade da cobrança. Com força e precisão, Adriana chutou no ângulo direito de Solera, sem chances para a goleira, e ampliou novamente a vantagem brasileira para 4 a 2, garantindo um respiro para a equipe.
Nos acréscimos, o Brasil ainda teve tempo para selar a goleada. Jheniffer, em uma jogada bem trabalhada na área, recebeu um passe de Adriana e anotou seu segundo gol na partida, o quinto do Brasil, fechando o placar em 5 a 2 no Estádio Alejandro Morera Soto, em Alajuela. A vitória, embora com momentos de tensão, confirmou a superioridade técnica da seleção brasileira e a força de seu ataque.
O calendário da seleção: Próximos desafios no México
Após o bem-sucedido primeiro compromisso de 2026, a seleção feminina de futebol do Brasil não terá muito tempo para descanso. A equipe canarinho já tem programados os próximos desafios da temporada, ambos em solo mexicano, dando sequência à sua preparação para os grandes torneios que virão.
O Brasil volta a campo na próxima quarta-feira, 4 de março, para enfrentar a Venezuela. A partida está marcada para as 18h (horário de Brasília) e será disputada no Centro de Treinamento da Federação Mexicana de Futebol, na cidade de Toluca. Três dias depois, no sábado, 7 de março, a seleção terá um adversário de maior peso: o próprio México. O confronto contra as anfitriãs acontecerá às 20h (horário de Brasília) no Estádio Ciudad de los Deportes, na capital do país. Esses jogos serão cruciais para Arthur Elias ajustar a equipe, testar novas formações e consolidar o entrosamento do elenco, especialmente após a oscilação de desempenho observada contra a Costa Rica.
Balanço da partida e perspectivas futuras
A vitória da seleção feminina de futebol sobre a Costa Rica, marcando o início da temporada de 2026, oferece uma análise de dois lados. Por um lado, o poderio ofensivo do Brasil ficou evidente, com cinco gols marcados e a capacidade de diferentes jogadoras balançarem as redes – Kerolin, Jheniffer (duas vezes), Taina Maranhão e Adriana. A tática ofensiva de Arthur Elias demonstrou seu potencial, e a atuação de Taina Maranhão, em particular, foi um destaque, sendo fundamental na criação de jogadas e na concretização de um pênalti. As estreias, como a da jovem goleira Thaís Lima, e os retornos, como o de Tamires, adicionam camadas importantes ao elenco, indicando um processo de renovação e experiência sendo mesclados.
Por outro lado, a partida também serviu como um alerta. A complacência após abrir uma vantagem confortável e a consequente falha defensiva que permitiu a reação da Costa Rica são pontos que exigem atenção. A equipe precisará trabalhar na manutenção da concentração e na solidez defensiva ao longo dos jogo para evitar sustos em confrontos futuros contra adversários mais exigentes. No entanto, o rápido ajuste e a capacidade de buscar o resultado quando pressionada mostram a resiliência do time. A expectativa é que os próximos amistosos contra Venezuela e México sirvam para solidificar as táticas, aprimorar o desempenho e preparar a seleção para os desafios maiores que virão na temporada de 2026. A jornada está apenas começando, mas a primeira prova de fogo foi superada com uma goleada que, apesar dos sustos, reforça o talento e o potencial da seleção feminina.
Perguntas frequentes
1. Qual foi o placar final do amistoso entre Brasil e Costa Rica?
A seleção feminina de futebol do Brasil venceu a Costa Rica por 5 a 2 no primeiro amistoso de 2026.
2. Quem foram as jogadoras que marcaram os gols para a seleção brasileira?
Os gols do Brasil foram marcados por Kerolin, Jheniffer (duas vezes), Taina Maranhão e Adriana.
3. Quais são os próximos compromissos da seleção feminina em 2026?
O Brasil enfrentará a Venezuela em 4 de março, em Toluca, e o México em 7 de março, na Cidade do México, em seus próximos amistosos.
4. Houve alguma estreia importante na equipe brasileira?
Sim, a goleira Thaís Lima, de apenas 17 anos, filha de pai brasileiro e mãe angolana, fez sua estreia pela seleção principal do Brasil.
Para não perder nenhum detalhe da jornada da seleção feminina de futebol, acompanhe nossas próximas coberturas e garanta-se informado sobre cada lance e resultado.



