O mercado financeiro enfrentou mais um dia de turbulência, com a bolsa registrando o terceiro pregão seguido de queda e atingindo o menor nível desde janeiro. Ao mesmo tempo, o dólar voltou a subir, ultrapassando a marca de R$ 5, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco global, pela alta dos juros nos Estados Unidos e pelas incertezas políticas no Brasil.

Bolsa em baixa e tensões no exterior

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia com queda de 1,52%, fechando em 174.279 pontos e acumulando perdas próximas de 7% no mês de maio. O cenário internacional mais cauteloso, marcado por tensões no Oriente Médio e preços elevados do petróleo, contribuiu para a desvalorização no mercado. Além disso, a saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira e a cautela dos investidores diante do cenário político doméstico também influenciaram negativamente.

Impacto das ações do setor financeiro e saída de investidores estrangeiros

As ações do setor financeiro, com grande peso na composição do índice, foram as principais responsáveis pela queda. Além disso, a desvalorização do minério de ferro no mercado internacional também pressionou a bolsa. Os dados da B3 mostraram uma retirada líquida de aproximadamente R$ 9,6 bilhões por investidores estrangeiros até a metade do mês de maio.

O dólar comercial apresentou alta de cerca de 0,84%, fechando em R$ 5,041, refletindo o fortalecimento global do dólar e o aumento das taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A valorização da moeda americana foi impactada pelo receio de inflação global persistente devido aos preços do petróleo e às tensões geopolíticas. O cenário político brasileiro também contribuiu para a pressão sobre o câmbio.

Petróleo e tensões geopolíticas

Os preços do petróleo, embora tenham registrado leve queda, permaneceram em níveis elevados. O barril do petróleo Brent caiu 0,73%, cotado a US$ 111,28, enquanto o WTI recuou 0,22%, para US$ 104,15. O mercado continua atento às negociações entre Estados Unidos e Irã, assim como aos riscos de interrupção no transporte global de petróleo.

Diante desse cenário complexo de tensões e incertezas, o mercado financeiro segue em alerta, monitorando de perto os desdobramentos globais e locais que podem influenciar ainda mais a volatilidade nos próximos dias.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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