A potiguar Kaliane Martins, de 40 anos, teve sua primeira experiência em um museu ao trabalhar em Brasília (DF). Após deixar a vassoura para se tornar agente de portaria no Sesi Lab, ela se encanta com as artes que surgem ao seu redor. A instalação ‘Bordaduras’, composta por 530 metros quadrados de vinil adesivo com imagens de agulhas e bordados inacabados em ponto de cruz, é a mais recente a tocar seu coração e sua memória de bordadeira.

Kaliane, que também é costureira, relembra sua infância aprendendo a bordar com sua mãe e avó. A obra de arte de Regina Silveira, professora emérita da USP, trouxe à tona memórias afetuosas. A artista busca promover reflexões por meio de seus trabalhos, destacando a importância histórica dos bordados na alfabetização e na expressão feminina.

A instalação de Regina Silveira, intitulada ‘Bordaduras’, apresenta uma abordagem feminista e provocadora, conectando a tradição dos bordados ao universo contemporâneo. Em paralelo, a artista também exibe a obra ‘Dígito’ em um painel de LED dentro do museu, enquanto participa do 25º Encontro Internacional de Arte e Tecnologia, discutindo a interseção entre essas duas áreas. Veja também: Inteligência Emocional: O Que É e Como Desenvolver.

Ancestralidade Tecnológica

O Sesi Lab e o Museu Nacional de Brasília sediam eventos, obras e experimentos de 41 artistas de todo o Brasil até domingo (20). Palestrantes como Casé Angatu Xukuru Tupinambá, Hauke Dorsh e Ive Rubini trazem discussões sobre ancestralidade, tecnologia e diversidade.

A interferência da inteligência artificial nas obras é um dos temas abordados, com Regina Silveira destacando a importância de não ter uma visão apocalíptica sobre o assunto. Ela ressalta que a IA pode facilitar processos, mas a invenção ainda é exclusividade do cérebro humano. A conexão entre tecnologia e arte se revela como uma oportunidade de expandir horizontes, sem perder a essência criativa.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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