Durante uma investigação sobre uma suposta rede de lavagem de dinheiro do PCC no setor de transporte público de São Paulo, mensagens encontradas pela Polícia Civil colocaram o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, no centro das apurações sobre a influência da facção em empresas de ônibus da capital paulista.

Conversas extraídas de celulares apreendidos revelaram diálogos que indicam possíveis articulações e participações de Milton Leite em atividades suspeitas. Em uma das mensagens, um interlocutor menciona a participação do ex-vereador em reuniões com autoridades, levantando questões sobre os desdobramentos políticos.

Possível envolvimento direto

Integrantes do grupo discutiram o alcance da investigação e mencionaram diretamente o nome de Milton Leite em suas conversas, levantando preocupações sobre sua possível ligação com atividades ilícitas. A suspeita de que o ex-vereador estaria envolvido em esquemas criminosos foi reforçada em diversos trechos das mensagens analisadas.

Desdobramentos e depoimentos

Além das mensagens, depoimentos de policiais à Justiça Militar também foram incluídos nas investigações. Relatos sobre a segurança de empresas de ônibus e possíveis vínculos com o PCC trouxeram à tona a suposta ligação de Milton Leite com a Transwolff, empresa alvo de suspeitas.

Na operação realizada recentemente, policiais cumpriram mandados em endereços ligados ao ex-presidente da Câmara. Mesmo negando qualquer irregularidade, Milton Leite foi procurado pelas autoridades após mais de 30 horas de buscas.

Defesas e desdobramentos

Tanto a defesa de Milton Leite quanto a empresa Transwolff negaram qualquer envolvimento do ex-vereador com atividades ilícitas. A Prefeitura de São Paulo informou que a operação não afetou o transporte público e que medidas serão tomadas caso sejam constatadas irregularidades nas empresas investigadas.

Fonte: https://g1.globo.com

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