Com mais de 300 anos de história, a cidade de Serro, em Minas Gerais, preserva com zelo e orgulho a tradição na produção de queijos. O município de pouco mais de 20 mil habitantes se destaca por manter viva a cultura e os costumes passados de geração em geração.

O surgimento do Serro remonta à exploração do ouro na região. Segundo a historiadora Zara Simões, a história da cidade está intrinsecamente ligada à busca pelo ouro, sendo que a primeira descoberta foi feita por Jacinta Siqueira, uma mulher negra vinda da Bahia.

Tradição do Queijo Minas Artesanal

Às margens do córrego Quatro Vinténs, o Serro se desenvolveu e recebeu influências da culinária portuguesa. Foi nesse contexto que a receita do queijo Minas artesanal foi introduzida na região, trazendo consigo técnicas e sabores únicos que perduram até os dias atuais.

Além das tradições trazidas pelos portugueses, a cultura africana também deixou sua marca no Serro, com manifestações como os grupos de congado, que mantêm vivas as raízes ancestrais da cidade desde 1716.

Resgate do Tropeirismo e da Cultura Local

Com o declínio da produção de ouro, a comunidade do Serro passou a se sustentar através da comercialização de produtos agrícolas. O tropeirismo foi essencial nesse contexto, sendo resgatado anualmente em eventos como a tropeada, que reúne centenas de muares em uma celebração à tradição local.

O violeiro local, Marcos Felipe, destaca a importância do modo caipira de vida enraizado na produção de queijos e na cultura da região. Através da música e das tradições, o Serro mantém viva a essência de suas origens, preservando com carinho e dedicação o legado deixado por seus antepassados.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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